Com dinheiro em caixa, Governo pagará 13º e dezembro antes do Natal

Os servidores do Estado de Rondônia receberão o 13º e o salário de dezembro antes do Natal, indo de encontro ao que vem ocorrendo na maior parte dos estados, que passam por grave crise financeira e não têm caixa para pagar o décimo.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Emerson Castro, Rondônia está na lista dos estados da Federação que não enfrentam crise, mantendo inclusive o compromisso com seus fornecedores.

"Estamos entre os poucos estados que estão com suas contas em equilíbrio para pagamento da folha. Não somente a folha, mas temos que lembrar que o Governo tem honrado o compromisso com fornecedores, serviços, empreiteiros e serviços continuados”,  reforçou Emerson Castro.

Matéria publicada pela revista Exame em agosto deste ano, mostra que Rondônia, estado com DNA agropecuário, cresce de forma constante desde 2011 e fechou o ano de 2016, um dos piores da história recente do Brasil, com um aumento de 4,7% no PIB.

O cultivo de café, cacau, soja e milho, além da suinocultura, também tem crescido substancialmente nos últimos anos, sempre de forma sustentável, especialmente por conta da qualificação de pequenos produtores e da adoção de tecnologias que possibilitam o aumento da produtividade no campo.

Isenções fiscais e logística privilegiada também fazem parte do pacote de atrativos do estado de Rondônia. Existem incentivos para os mais diversos segmentos, que vão da doação de terrenos públicos ao desconto de até 85% do ICMS.

1,5 milhão sem décimo

De acordo com material publicado pela Veja, a maioria dos estados estão enfrentando uma grave crise econômica. Cerca de 1,5 milhão de servidores estaduais correm o risco de não receber o 13º salário até o fim do ano.

Em situação fiscal delicada, os Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais já enfrentam dificuldades mensalmente para levantar recursos para arcar com a folha de pagamento e seus funcionários devem penar para receber o salário extra. No Piauí, os servidores públicos já receberam 50% do 13.º, mas o governo ainda não sabe como fazer para pagar a segunda parcela.

Atraso - RS

No Rio Grande do Sul, será o terceiro ano consecutivo em que os funcionários não receberão no prazo. O 13º de 2015 foi pago aos trabalhadores apenas em junho do ano seguinte, com correção de 13,67% – o valor médio cobrado por empréstimos bancários tomados pelos servidores à época. O salário extra do ano passado foi parcelado em dez vezes e, agora, não há definição em relação ao de 2017.

No Rio de Janeiro, que fechou acordo de recuperação fiscal com o governo federal em setembro, as perspectivas também são bastante ruins para os servidores públicos: quase metade dos 470 mil trabalhadores ainda não receberam nem o 13.º do ano passado, e 15 mil deles não viram o pagamento de agosto. Com uma folha mensal de R$ 1,7 bilhão, o Estado aguarda empréstimo de R$ 2,9 bilhões – que faz parte do pacote de resgate financeiro – para pagar os trabalhadores, informou, em nota, a Secretaria da Fazenda.

Piaui

Com 99 mil servidores e uma folha de R$ 365 milhões, o Piauí já pagou aproximadamente R$ 180 milhões em 13.º salário neste ano – os funcionários recebem a primeira parcela no mês de aniversário. Para quitar o restante, porém, ainda não há recursos disponíveis.

Em Minas Gerais e Rio Grande do Norte, que também integram a lista de Estados em situação fiscal complicada, os governos têm pago, desde 2016, os trabalhadores de forma escalonada: primeiro recebem os que têm salários mais baixos e, conforme entram recursos, os demais. A Secretaria de Fazenda de Minas informou que não há definição sobre o pagamento do 13.º. Já a secretaria do Rio Grande do Norte afirmou que pretende pagar o salário ainda em dezembro.

Edição: Rondoniaovivo

Fonte: Veja / Exame

Fonte: RONDONIAOVIVO